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terça-feira, 7 de maio de 2013

Mente aberta?

Uma vez uma amiga me disse que eu tinha "mente fechada". Isso me incomodou mais do que eu imaginava. O que ela queria dizer, afinal? Só por que não vejo o mundo como ela vê significa que não me permito enxergar? Talvez eu simplesmente não concorde. Cada um tem a sua verdade, eu respondi. Ela não pareceu convencida. Então pensei que era ela que estava fechando a mente para o meu ponto de vista.

Sei lá, talvez eu realmente feche os olhos pra algo que no fundo sei, mas não quero saber. É mais fácil, as vezes, fingir que uma coisa não existe, pra ver se ela realmente some e para de nos incomodar. Mas acho que todo mundo faz um pouco isso. Até porque, como eu já ouvi dizerem, estar em paz é melhor do que estar certo. Então um pouco de ignorância pode ajudar a manter uma verdade inconveniente  longe de nós. Dizem que as pessoas mais burras são mais felizes, não é? Eu meio que concordo. Mas só meio.

Já disse o poeta que o olho vê somente o que a mente está preparada para compreender. Então se a ignorância pode nos polpar de ver muita coisa ruim, também turva nossa visão diante de muitas maravilhas. Libertar a mente amplia os horizontes de maneira irreversível - portanto é melhor estar preparado para tudo. Mas deve valer a pena, sim. Afinal, ignorância todo mundo já nasce e morre possuindo. O conhecimento é que precisa ser acrescentado. Ele nos enche. E uma mente cheia deve significar coração cheio. Ah, não sei. "Coração é terra que ninguém vê". Mas uma pessoa com conteúdo tem chances bem maiores de mostrar a melhor parte dele.

Tem uma vida nas entranhas do cotidiano, escondida por trás dos dias. É preciso saber ler as entrelinhas para enxergá-la. O problema é que só as "pessoas de mente aberta" conseguem enxergá-la. Elas estão por aí, espalhadas e, muitas vezes, discretas. Libertas a ponto de não precisar provar isso pra ninguém. Mas não se engane: não existe só uma maneira de abrir a mente. Existem inúmeras. E, como o pior cego é aquele que não quer ver, é melhor achar seu jeito de abrir a sua um pouco mais. Só não queira passar do limite - Acredite, todo mundo (até os gênios, santos e filósofos) tem parte dela trancada.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sobre o dia mundial do livro e as delícias que este nos traz

Um livro pode ser um grande aliado, dependendo das mãos onde estiverem. Nas minhas, sempre foi como um passaporte. Viajar em todas aquelas letras, páginas com marquinhas do tempo e o cheirinho (de novo ou de velho) é como um escape. Independente do estilo, afinal gostoso mesmo é ler o que a gente quiser, sem ter que dar satisfação pra ninguém. É um alimento pra alma, e isso é algo pessoal, só nosso. 

Hoje, o dia do livro é comemorado no mundo inteiro, uma homenagem à dois grandes autores, William Shakespeare e Miguel de Cervantes. Sei que pode parecer clichê falar sobre toda a magia da leitura no dia do livro, mas alguns clichês são cheios de sabedoria, e aí vai um deles:

Um país se faz com homens e livros.

E um homem se faz com livros, amor e exemplo. A literatura representa um delicioso degrau em direção ao conhecimento. E também para perpetuação deste. Acho que a melhor parte é saber que, depois de mim, várias outras pessoas poderão ter acesso àquele conteúdo, afinal, ele está ali. Impresso. Irredutível. Pronto para ser lido, esperando alguém que o use como o aliado que ele pode ser.