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domingo, 29 de dezembro de 2013
As pessoas surpreendem a gente... infelizmente dessa vez você me surpreendeu pra o mal. Estou tão assustada com isso tudo, tão surpresa e ainda tão magoada. A verdade as vezes dói muito, especialmente quando insiste em se mostrar só pra mim. Eu não merecia e não entendo ainda porque você fez isso comigo, mas eu não vou mais tentar entender. Eu só quero seguir. Queria nunca mais, nunca mais ter que te ver. Porque perdoar pode até ser fácil. Mas ter que encarar e lembrar disso todo dia, vai machucar por muito tempo. Espero que essas lágrimas não voltem mais, por que de chorar eu já estou cheia. Eu preciso ser quem eu sou.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Solitários: quem os enxerga na multidão?
"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão" - disse Renato Russo em um ímpeto de saber e melancolia. Alguém se atreve a discordar? Podem citar a fome, as secas, a crise econômica, a violência, a pirataria... Nenhum mal da sociedade é maior que o desamor. Estamos cercados, sim. Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, os bancos estão lotados e as filas, intermináveis. O trânsito é caótico, a frota de automóveis cresce a cada ano. Dentro dos carros, porém, é cada um no seu mundo. Os vidros fechados formam uma barreira entre nós e os ricos, estressados, malabaristas do sinal e as crianças dormindo na calçada.
Sem querer parecer piegas ou dramática, mas não consigo me imaginar viver um dia sequer sem amor. Somos humanos, carne e osso! Precisamos de calor, de olho no olho. Talvez seja meu jeito torto de enxergar as coisas, mas acho que o amor está, sim, em todo lugar. Ele não morreu. O problema é que, muitas vezes, é direcionado erroneamente: para o dinheiro, para os bens, poder, status ou simplesmente apenas para si mesmo. O amor não é concreto. Pode ser dividido em milhões de pedacinhos, e continuará tendo o mesmo valor. O que nos custa, então, distribuí-lo por aí?
Ao ver o vai e vem nas ruas, o corre corre do cotidiano, as pessoas que se cruzam sem dar bom dia, sinto que tudo isso está muito, muito longe de acabar. Talvez esteja só começando. Mas um dia vai ter que ter fim. Afinal, todos somos dependentes uns dos outros. Financeira, funcional ou afetivamente. Que seríamos sem os padeiros, garis, médicos, engenheiros, empresários e gerentes de RH? Como nos tornaríamos quem somos sem nossos pais, avós, professores, vizinhos, coleguinhas de turma e seguranças do bairro?
Embora eu não seja uma grande fã de clichês, alguns deles são cheios de sabedoria. Como crescer sem escutar que "fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"? Em algum momento da vida, nós somos um daqueles solitários na multidão. E, sejamos justos, a tal solidão pode doer pra caramba e ser a raiz da infelicidade, mas pode fazer bem se for passageira. Precisamos nos encher de nós mesmos, nos conhecer, nos amar... e então estaremos prontos para amar a quem quer que seja. Seremos diferentes. Um rosto cheio de vida em meio à uma multidão homogênea, fria, quase estéril de solitários escondidos atrás do guarda chuva, esperando para serem, enfim, cativados...
... E assim começar uma corrente que pode mudar o mundo.
Sem querer parecer piegas ou dramática, mas não consigo me imaginar viver um dia sequer sem amor. Somos humanos, carne e osso! Precisamos de calor, de olho no olho. Talvez seja meu jeito torto de enxergar as coisas, mas acho que o amor está, sim, em todo lugar. Ele não morreu. O problema é que, muitas vezes, é direcionado erroneamente: para o dinheiro, para os bens, poder, status ou simplesmente apenas para si mesmo. O amor não é concreto. Pode ser dividido em milhões de pedacinhos, e continuará tendo o mesmo valor. O que nos custa, então, distribuí-lo por aí?
Ao ver o vai e vem nas ruas, o corre corre do cotidiano, as pessoas que se cruzam sem dar bom dia, sinto que tudo isso está muito, muito longe de acabar. Talvez esteja só começando. Mas um dia vai ter que ter fim. Afinal, todos somos dependentes uns dos outros. Financeira, funcional ou afetivamente. Que seríamos sem os padeiros, garis, médicos, engenheiros, empresários e gerentes de RH? Como nos tornaríamos quem somos sem nossos pais, avós, professores, vizinhos, coleguinhas de turma e seguranças do bairro?
Embora eu não seja uma grande fã de clichês, alguns deles são cheios de sabedoria. Como crescer sem escutar que "fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho"? Em algum momento da vida, nós somos um daqueles solitários na multidão. E, sejamos justos, a tal solidão pode doer pra caramba e ser a raiz da infelicidade, mas pode fazer bem se for passageira. Precisamos nos encher de nós mesmos, nos conhecer, nos amar... e então estaremos prontos para amar a quem quer que seja. Seremos diferentes. Um rosto cheio de vida em meio à uma multidão homogênea, fria, quase estéril de solitários escondidos atrás do guarda chuva, esperando para serem, enfim, cativados...
... E assim começar uma corrente que pode mudar o mundo.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Anjos perdidos
Enquanto observo oque me cerca, as pessoas que me rodeiam, multidões andando nas ruas e avenidas engarrafadas, vejo solidão. Pessoas que passam despercebidas. Rostos que negam sorrisos. Corações endurecendo e esquecendo de amar. Vejo, por outro lado, uma luz que mantém tudo. Que nos mantém humanos, que nos lembra de amar, cativar e ser cativado. Pois, quando cativamos alguém, nos tornamos essenciais. E uma qualidade de ser essencial é não ser mais invisível. Não ser apenas mais um. Ser como um anjo que lembra que cada um perdido em meio à multidão tem o dom de ser único, especial. E então, quando olho pela janela as montanhas ao longe, as luzes da cidade, o tempo sobre os telhados, penso: talvez cada um de nós, seres humanos, seja o anjo de alguém.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O que o vento me traz
"A lógica do vento, o caos do pensamento, a paz na solidão..."
A alguns dias estou me sentindo meio inerte. Meio estranha também, talvez. Como se estivesse parada no tempo, vendo as coisas acontecerem sem querer assumir o controle. Minha visão sobre as pessoas também mudou. Sempre me senti como aquela que tem que segurar daqui e dali pra que não desabe tudo sobre mim. Agora, não. Agora estou mais afim que desabe, mesmo. Caia tudo e fique só oque for firme o suficiente pra existir independentemente do que eu faça. Faz muito tempo que eu não paro e tiro o dia só pra mim, pra fazer as coisas que eu gosto, me cuidar... e deixar o resto um pouco de lado. E é isso que eu quero. Fugir e ficar na paz um pouco sozinha. Eu, comigo mesma. Sentindo o vento no rosto e a consciência tranquila, sabendo que não preciso segurar as rédeas o tempo todo. Afinal, tudo estará bem.
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