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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Palavras


Escutava sua voz naquela tarde. Como ela me era familiar. Parecia que estávamos conversando a muito tempo, mas na verdade eram só alguns minutos, que acabaram se prolongando por horas. Eu nem sabia que eu ainda podia me sentir daquele jeito com apenas um punhado de palavras banais a respeito das nossas vidinhas não tão interessantes. Mas era um encaixe. Eu precisava de uma vez. Eu estava tão só, e voce me deu aquilo. Uma melodia lenta, leve e viciante, daquelas que a gente escuta umas quinze vezes antes de pegar no sono.

Eu não queria dizer tchau. Escureceu e eu me despedi antes que você o fizesse, porque ia ser ruim de ouvir. Fui pra casa tentando não pensar muito, mas em pouco tempo eu percebi que tinha guardado aquelas palavras na minha memória, e elas queriam bagunçar tudo o mais que havia dentro dela. Mas eu não admiti pra ninguém. Nem pra mim. Eu já tinha sofrido demais, não podia ser boba a esse ponto e me entregar assim tão fácil. Era só uma conversa... Longa, mas uma conversa. Engraçada, mas só uma conversa. 

Deitei torcendo pra sonhar com você, mas não foi daquela vez. Abri os olhos e, então, pensei: talvez você finalmente tivesse sido feito pra ser meu sonho acordado. 

domingo, 13 de abril de 2014

Pra sempre

Talvez você nem lembre... mas eu estava com você pra sempre. Talvez você nem entendesse o que você mesmo dizia, mas era pra sempre. Por que eu não sei. O sentimento não era tão grande, o tempo não era o bastante. As nossas vidas? Ah, elas eram tão diferentes. Mas acho que o amor é uma daquelas coisas que a gente nem se esforça muito pra entender.

E quando o pra sempre vira nada? O caminho todo fica turvo, e eu só me pergunto: meu Deus, pra onde eu vou agora? Pra onde eu vou agora que eu não vou mais pra onde ele for? As mudanças tem sido fáceis de enfrentar, mas eu me sinto perdida, confusa. Eu não precisava ter saído de onde eu estava, eu estava bem... porque você me tirou de lá? Por que você me tirou do meu mundinho e me jogou no seu assim tão irresponsavelmente, se não cumpriu uma só palavra das quais dizia, e nas quais eu acreditava com meu coração ingênuo? 

No fim, eu te agradeço por todas as verdades e por todas as mentiras que foram doces de escutar. Eu queria poder te dizer algo mais bonito, mas não seria sincero. Você me apresentou uma partezinha mais dura do meu coração. Obrigada por isso, também. Eu sou mais forte agora, embora você afirme se sentir mais fraco. Eu sei exatamente quem eu sou. E vou ser pra sempre. Por que o nosso pra sempre nunca existiu, mas o meu... o meu chega aos pouquinhos e me lembra o quanto eu tenho pra seguir.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Paz


Por essa paz que eu não sentia há tanto tempo, Senhor, obrigada. Pelo mover das águas e pelo céu claro, pelo sentar na varanda, pela brisa nos meus cabelos. Obrigada, Senhor. Tu resgatastes o que há de melhor em mim. Tu me ensinastes a viver de uma maneira tão pura e, por mais que parecesse impossível, agora está tão fácil! Obrigada, Senhor. Pelas pessoas que Tu tens colocado em minha vida, como um presente lindo e gratuito. Pelos últimos dias - calmos, simples e tão maravilhosos. Obrigada. Pela Tua casa. Pela minha casa. Meus lugares de aconchego e luz. Obrigada por Tua repreensão, pela disciplina que cobras de mim, como todo pai zeloso faz com seus filhinhos. Obrigada pelo amor. Ah, o amor... eu quero ele. Mais e mais e mais. Eu quero receber, quero dar, quero SER amor. Porque é o que Jesus quer que eu seja. Amor em todas as formas: sentimento, decisão, atitude. Amor de Deus. Amor de humano... Obrigada, Senhor, pelo amor e pelas pessoas que Tu me destes para amar. Obrigada porque Tu me amastes primeiro. Obrigada pois o meu coração se sente aquecido e radiante diante de Ti, se sente pronto para fazer o que deve. Se sente pronto para orar pelos que me perseguem, pronto para perdoar, para amar de novo, para sentir muito mais. Pronto para receber um coração de Deus. Mas antes de receber a pessoa de Deus pra mim, ser a pessoa de Deus para alguém. Ter o coração de Deus para alguém. Coração para ser, em tudo, submisso à Tua vontade. Ser grato pelos dias nos quais pulsa, grato pelo amanhecer, grato por ser Teu. Coração de verdade. Coração em paz.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Nosso único sim


Olhavámos as estrelas e elas nos lembraram: tínhamos muito mais a perder do que a ganhar. E mesmo assim continuamos. Estávamos confortáveis naquele abraço. Duas mãos, dois lábios, dois corpos... Implorando um pelo outro. E duas almas um tanto perdidas e assustadas. Deus me lembrava o tempo todo que o certo é sempre o certo. Mas eu confundia meus sentimentos com a verdade. O mundo dizia não, mas eu segurava sua mão com força e te ouvia repetir: sim, sim, sim. Era uma prisão, mas eu imaginava estar livre. Todo o resto via que não. Dizia que não. Conspirava pelo não. Mas parecia ser a gente sempre contra todo mundo, o que de certa forma parecia ser motivador. Era bom te ouvir dizer que ia ser sempre por mim. Era bom achar que todos estavam errados. Que ninguém era como nós dois, como você costumava dizer. E eu concordava: ninguém. Nunca. Em lugar nenhum.

sábado, 4 de janeiro de 2014

O coração que chamo de meu

Eis que é um coração assim: novo, mas com cicatrizes. Algumas feridas abertas. Outras sumidas, como se jamais tivessem existido. Brilhante. Grande? Do tamanho que deve ser. Insensato, por vezes. Carente e vívido, ávido por amor. E fala dele tanto quanto o sente. Insistente. Ainda é em parte criança, imaturo, medroso, inocente. Mas caminha em passos largos para tentar acompanhar a menina que mais rápido do que pensa se torna mulher. Tão frágil... tão forte. Chora com facilidade e junta os próprios pedaços, obrigando-se a aceitar que a vida, na verdade, nem sempre é justa como a gente quer.

Esse coração é meu, e de quem mais haveria de ser? Se ajusta tão perfeitamente em minhas entranhas, controla tão minunciosamente os meus pensamentos e os meus dias. Esse coração é puro. Mas de vez em quando cai na lama e precisa que algumas lágrimas o lavem. Passa com seu riso frouxo mesmo em meio à melancolia e se obriga a ser doce, ainda que esteja cheio de ira. Um coração imperfeito, que ainda está aprendendo a se cuidar. Anda por entre outros, alguns maravilhosos e outros espinhosos, assustado por não saber ainda destingui-los muito bem. 

O meu coração quer muita coisa. Tem pressa, mas é preguiçoso. Sabe que deve buscar, mas que deve acima de tudo descansar. Afinal, você deve lembrar, ele foi criado. Idealizado e posto em local escolhido, separado. Tem mania de buscar simpatia, sente medo de perdê-la ao se revelar. As vezes se finge de mais fraco, as vezes de mais forte. Mas é como é.

Jamais poderá ser compreendido. Nem pelo mundo, tampouco por si mesmo. O meu coração alegra-se e me faz alegre também. Meu coração tem um dono, mas Ele não vive aqui na Terra. Meu coração as vezes quer ser de outro alguém, se entregar completamente, mas jamais poderá fazê-lo. Deverá aliar-se, derramar-se, amar e amar-se. Mas já foi prometido, comprado, separado. Meu coração pode ser doce ou cruel. Enganoso, utópico, teimoso. Fugaz... eterno. Buscando pelo pra sempre, pois foi moldado pelo Pai da eternidade.

Um coração que só poderia ser meu me foi entregue. Com ele eu sonho, vivo e me movo. Com ele eu sou eu. Brinco com a vida, usando sua humildade, seu brilho, sua essência. E disciplinando-o. Ele quer, ele precisa ser melhor.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Para alguém que está no céu

Bateu uma saudade tão grande hoje... Queria tanto tanto te dar um abraço, queria que você enxugasse minhas lágrimas. Sinto tanto a tua falta, vô. Sinto tanta falta de chegar na tua casa e ganhar teu abraço, que era o mais forte e o melhor do mundo! Sinto falta dos teus mimos, do teu cuidado, do teu beijo, do teu "eu te amo". Você foi o homem mais lindo, mais forte, mais sincero que eu conheci. Você falava de mim com um brilho nos olhos, o mesmo com que eu falo de você. Tenho saudade dos natais. Sabe, depois que você foi embora, o natal nunca mais foi o mesmo. Sinto falta de ir com você no shopping, no supermercado, no centro... em lugar qualquer. Sinto falta de quando morávamos a apenas alguns quarteirões de distância. Também sinto falta de morar muitos km longe, e de ir te visitar cheia de novidade pra contar. Sinto falta de sentar no teu colo pra ver tv. Sinto falta de brincar no balanço... Sinto falta, vovô, até de ir te visitar no hospital. Eu sempre te via sorrindo, e eu sabia, no meu coraçãozinho de criança, que você sairia dali em breve. E sempre saia. Sinto falta das suas teimosias, da sua independência, do seu jeito. Sinto falta de chorar nos teus braços... Eu te amo tanto, tanto que chega dói. Eu queria que você estivesse do meu lado pra falar as coisas que só você sabia falar. Eu tô tão confusa, vovô... minha vida tá tão diferente, tá estranha. Mas muita coisa boa tem acontecido também, sabe? Eu gosto de acreditar que, onde você estiver, você está orgulhoso de mim. Que você vê e sorri com minhas vitórias. Queria compartilhar todas elas com você. Queria te ouvir me chamar de pequena, de linda, de meu amor só mais uma vez. Queria poder ter te dito o quanto eu te amava e te admirava umas dez vezes mais, pra ter certeza que você não iria esquecer nem por um segundo. Eu te amo, e tô com saudade, sempre. E perdoe as minhas lágrimas... sei que você odiava me ver chorar. Mas eu não consigo, vovô. Não tem mais você aqui, e dói. Mas, no meu coração, você vai estar sempre sempre. E eu espero que eu também esteja no seu pra toda a eternidade.

domingo, 14 de julho de 2013

Mais um

Você não sabe, mas hoje acordei com muita vontade de escrever sobre você, só de você, sobre nós, sobre essa mania da gente. E, sinceramente... não saiu nada. Nadinha. Nem uma linha. Estou a quinze minutos olhando pra tela do computador, branquinha, tentando organizar meus pensamentos e botar pra fora, mas não consigo. Estranho, já que alguns dias atrás eu não conseguia escrever sobre mais nada, só sobre ti. Será que eu te esqueci? Acho meio impossível que isso ocorra assim, do dia pra noite. Então será que eu coloquei tudo em uma dimensão maior do que a real? Será que é amor, mesmo? Depois de me perguntar isso se torna mais difícil ainda ter respostas. Eu sinto assim... pelo menos, sentia. Você fala a mesma coisa, e não parece mentira. Só que não é o bastante. Intrigante, já que, na minha cabeça, isso devia bastar. O amor, lembra? Aquilo que é maior e melhor que tudo? Mas não basta. Será que eu cansei de brincar disso? Ou fui obrigada a parar pela minha consciência? Não tem lugar pra mim no jogo. Não tem lugar pra mim na sua vida. Tá ocupado demais. Fechado pra balanço... e eu me fechei também. Tento escrever mais algumas linhas sobre você e só me vem eu, eu, eu. Egoísmo? Talvez... Ou talvez amor demais. Eu me amo também, sabe? Muito mais que medo de perder você, de perder isso, de perder a gente, eu tenho medo de ME perder. Por que eu sempre fui minha. E você... nunca foi. Nem parece estar disposto a ser. E eu quis ser sua, não quero ser de mais ninguém, nem por um segundinho sequer. Então porque isso agora? A vontade se foi ou ela nunca existiu? E por que mesmo assim espero tanto que você venha falar comigo? Que cante a nossa música, que fale o meu nome no meu ouvido, só pra mim. É complicado, ou simples, e eu que complico pra deixar do jeito que tá. Mas tá doendo, tá me incomodando tanto... tá me cansando. Já não me inspira tanto. Antes era tudo novo pra mim. Você era o primeiro, você era diferente de todos os outros com quem já me envolvi, você era o único. Você mexeu comigo de um jeito que me deu medo. Mas eu preciso seguir o caminho que é melhor pra mim, eu preciso ser mais eu, eu preciso parar de te deixar brincar, de te deixar tão livre... Eu preciso parar de deixar meu coração ficar apertadinho toda vez que te vejo abraçando outra pessoa mais forte do que me abraça. Eu preciso e eu vou. Te quero tanto, tenho um medo danado de te ver chorando, e quando você sorri o céu fica mais claro. Mas quando eu choro, dói mais. E minhas lágrimas ainda te comovem? Ou se tornaram corriqueiras? E meu sorriso importa tanto assim? Por que pra mim tem sido a melhor companhia. Tem botado mais tempero nessa nossa historinha, que tá ficando repetida, clichê, chata. Tá ficando previsível... e eu estou prevendo que eu é que tenho muito pra perder lá na frente. Pensando bem, é amor sim. Eu amo você. E se você acha que vai ser mais feliz sem mim, eu quero que você fique sem mim. Tua felicidade em primeiro lugar, certo? Ou melhor, em segundo. Em primeiro vem a minha. Então, por favor, seja feliz. Eu quero tanto isso! Mas se for sem mim, que seja sem mim mesmo. Não com um pedacinho meu. Por que um pedacinho só eu não consigo dar. Nem me cobre o que eu não posso te cobrar, por favor. Eu esperei tanto seu bom dia que, quando ele veio, perdeu a graça. Canta pra mim. Mas não canta de amor... que estou cansada de desencantar. Eu me amo, não vivo sem mim!!! Vivi sem ti até hoje. Queria que não fosse mais assim pro resto da vida... Mas nem sei se quero mais. Não sei, não sei. Me mostra? Me olha e me diz que é diferente, que não é assim tão ruim quanto eu tô achando. Por que eu não vou conseguir não acreditar se vier de você. Por que de mim, não vem mais nada. Não sai mais nada. Aliás, achei que não sairia. Mas como já dizia minha mãe, eu sou a rainha do drama. Eu escrevo colocando tudo num pedestal. Tudo pra mim é maior, é aumentado. E eu achei que agora eu não conseguiria fazer isso. Mas esse texto acabou sendo, como eu desejei ao acordar, mais um sobre você.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Segura minha mão e não solta mais?


É a fé que você carrega nos olhos que move minhas montanhas, é o seu toque que me faz sentir acolhida, te ver sorrir é o que me faz tocar o céu. Por você é que eu me imagino fazendo o que nunca tive coragem de fazer, por covardia ou pura falta de interesse. É em você que eu quero confiar, pra você que eu quero contar como foi o meu dia, por que eu estou feliz e por que estou chorando. É sua voz que eu quero ouvir cantar pra mim. É o teu beijo que eu quero levar comigo por onde eu for, e é na tua mão que eu quero segurar pra seguir meu caminho, seja ele qual for.

sábado, 29 de junho de 2013

Se cuida.


Se preserva, Jade. Se cuida. Não se entrega demais. Se ama. Se perdoa. Se encontra, se entende. Tem cuidado com os outros, mas contigo também. Não deixa teu coração se quebrar. Pensa um pouquinho mais em si mesma. Se você não fizer isso, ninguém mais vai fazer por você.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Você

Sabe o que eu queria? Não ter tantos motivos para achar que a gente tem tudo a ver. Ficar do teu lado parece tão obvio, parece o certo, talvez o destino ou sei lá. Mas ao mesmo tempo parece tão errado... Eu não sinto mais culpa. Sinto que foi inevitável. Ao menos para mim. É engraçado olhar nos teus olhos e te ver olhando de volta para os meus, tão perto, mas tão longe. As vezes acho que é só besteira da minha cabeça, mas eu e você, pra mim, parece perfeitinho demais. Quem sabe se você soubesse o quanto eu me importo, pudesse me dar um motivo para gostar um pouco menos de ti. Ou, melhor ainda, para gostar ainda mais. Se você soubesse o quanto é importante, talvez me repetisse pra mim que eu também sou, como já falou de um jeitinho fofo, mas que parece da boca pra fora. Ou, sei lá, falasse que já existe outro alguém muito mais importante pra você. É estranho. Lembro de você falando que sente como se me conhecesse a muito tempo, e eu sinto exatamente a mesma coisa. Por mais que eu saiba que estou metendo os pés pelas mãos, pra mim parece fácil demais estar com você, embora existam tantos motivos impedindo que isso aconteça. Fico confusa, as vezes acho que nem ligo mais, mas basta acordar de manhã cedinho e te ouvir falando bom dia, que tenho a impressão de que poderia ouvir essa mesma voz todos os dias, sem nunca me cansar. Nunca, nunca, nunca pensei isso de ninguém. Muito menos de alguém com quem eu não poderia me envolver. Mas aí vem você. Com sua pouca idade e jeito engraçadinho. Você. Por quem eu achei que não sentiria sequer simpatia. Você, que nem olhava pra mim. Você que um dia resolveu grudar do meu lado como quem não quer nada. Você, que agora é quem alguém procura quando quer me encontrar. Você, por quem eu não poderia me apaixonar. Que me apresentou a namorada no mesmo momento em que a gente se conheceu. Que é bobo, tímido, infantil, fofo e que me abraça forte todo dia, de um jeito que me faz sentir segura. Que parece fácil demais de amar, que é cheio de defeitos e que briga comigo, mas com um sorriso já não me deixa mais ficar brava. Só você, enfim. Você.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Fácil demais


Seria fácil amar você. Ouvir seus segredos, seus medos, seus sonhos. Seria fácil amar os seus defeitos, mesmo aqueles que eu ainda não conheço. Seria fácil te ouvir falar no meu ouvido que sou eu que você quer, mesmo que significasse mais pra mim do que pra você.

Seria fácil ficar com você todos os dias. Mesmo nos dias ruins. Seria fácil te ouvir cantar para mim, enquanto olhava nos meus olhos. Seus olhares seriam fáceis demais de adorar. Assim como seus sorrisos e suas lágrimas, suas palavras doces e também as grosseiras, a cara emburrada, o corpo preguiçoso.

Seria fácil amar você da manhã à madrugada. Eu amaria você mesmo que você nem percebesse ainda que sentia o mesmo, que não ousasse tocar na palavra amor. Mesmo que você fosse imaturo, muitas vezes desatento, alheio, distante. Seria fácil sentir ciúmes, raiva, insegurança. Afinal, quando se ama, tudo isso vem no pacote. Seria mais fácil ainda ficar perto quando você sentisse frio, quisesse conversar ou apenas saber que não estava sozinho. Seria fácil ser a menina do seu lado, se não houvesse outra no lugar. Seria fácil ser quem você quer, gostar de um todo, não só de uma parte sua. 

Seria fácil amar mesmo as nossas brigas. Mesmo os desentendimentos, desencontros e ciúmes bobos. Nos dias ensolarados, nos momentos mais bonitos, nas festas, na sua casa e na minha. Em todo lugar, parece mais fácil do que eu queria que fosse. Talvez um pouquinho de dificuldade fizesse bem. Mas você facilita demais, sendo simplesmente quem você é. 

Bastaria que você dissesse que sim, e tudo seria fácil demais. Seria fácil amar você quando eu estivesse cansada demais para sentir qualquer coisa. Nos dias corridos e no meu sono, nos sonhos que você insiste em aparecer. Nos meus textos, nos meus pensamentos e lá no fundo, sei que seria.

Fácil demais amar você se você pedisse, ainda que não usasse palavras. Fácil demais por ser você. Só você. Mais nada: nem palavras, nem pessoas, nem coisa qualquer. Pra quê complicar? Se parece tão fácil amar você, deixa do jeito que tá. Quem sabia um dia, por manobra do destino, eu venha a te amar. E que seja doce, simples, puro: como o aroma da manhã que nasce pra nós dois.

sábado, 13 de abril de 2013

Embaralhada

Sabe quando uma coisa parece tão certa mas ao mesmo tempo tão errada? Eu sinto como se algo me prendesse a isso. Nos meus sonhos, nos meus sentimentos... em tudo que eu não consigo controlar, que se confunde, se embaralha dentro de mim.

domingo, 7 de abril de 2013

Eu, em pedacinhos

Não que eu seja muito experimentada nas dores, mas acho que não existe nenhuma pior do que a que a gente sente aqui dentro. Sinto um peso, mas ao mesmo tempo um vazio! Vejo tudo se embaralhando, meus pedacinhos se espalhando pelo quarto, meu coração esperando para ser remendado e meu reflexo perdido no espelho. Me obrigo a levantar para sair juntando as peças, mas nada parece se encaixar como antes. Eu mudei. Você mudou. Todos mudaram. Talvez até a verdade seja nova. E por mais que eu queira, as coisas não dão nenhum sinal de que voltarão a ser como eram. Cabe a mim aprender a montar o novo quebra cabeças.

terça-feira, 19 de março de 2013

E eu sinto como se já não me conhecesse tão bem assim. Talvez eu tenho mudado. Ou quem sabe sempre houveram várias de mim, e eu, tão preocupada em descobrir quem sou, não percebi que posso ser qualquer parte do mundo que existe no meu coração.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Colorindo-me

"Me colori pra espantar todo meu pranto, meu coração em preto e branco hoje quer se revelar..."

Se eu conheço minhas intenções e minha consciência, por que sinto tanto medo de magoar as pessoas? Por que tento tanto receio em mostrar meus sentimentos, se sei que são de verdade? Pra quê essa vergonha de ser do jeito que eu sou, de falar do que eu acredito? Por que meu coração se esconde? Vou deixa-lo colorir-se, deixa-lo mostrar-se. E assim colorir meus passos, meu caminho. Estou cansada de tudo parecer tão cinza, tão igual. Por que enxergar uma cor só quando posso ter o arco-íris inteirinho? Eu finalmente tenho tempo pra mim. E vou usá-lo pra colocar mais cor na minha vida. E como já disse o poeta, que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quando não é pra ser

"Deixe estar que oque for pra ser vigora..."

Meu coração é meio confuso. Meus sentimentos, meio embaralhados. Talvez por isso eu embaralhe os dos outros também, ainda que sem querer. Na maioria das vezes, quando escuto alguém contar as histórias dos próprios amores, acabam dizendo que surgiu meio que do nada, que deu certo porque tinha que dar, porque "era pra ser". Comigo, por outro lado, parece que nunca é pra ser. Pode ser que eu esteja precisando me acostumar com a ideia de ficar sozinha por um tempo. E também com a ideia de que não existe amor do jeito que eu idealizei, paixão como aquelas dos livros, aquele príncipe de contos de fadas com quem eu timidamente sempre sonhei. Sei lá, não quero alguém perfeito. Quero alguém per(feito) pra mim. Pensado por Deus pra compartilhar os momentos comigo. Onde foram parar aqueles românticos dos séculos passados? Uns simples sorrisos, cartas, abraços delicados, beijos no portão? Talvez nem declarações ou serenatas, apenas uma música especial que faça lembrar o porquê de estarem juntos. Onde estão aquelas demostrações de afeto, aquele jeitinho próprio de olhar? Não tem? Não existe mais? Amar assim é ultrapassado. Saiu de moda... mas e daí? Eu sou antiquada mesmo. Deveria escutar quem me diz pra ser menos "boazinha". Vai ver que, assim, eu pensasse mais em mim e organizasse minha cabecinha, pra depois organizar meu coração.