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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
Olhos buscam vida
Corria pelos corredores. De um leito para o outro, do consultório para a emergência. Via de tudo. Quem um dia achava que a natureza era toda perfeita descobriu que o ser humano pode ser muito asqueroso. O lado feio, a face de desespero, o suor, o odor forte e o tremor de quem sofre eram, por vezes, ignorados, para não se tornarem insuportáveis. Concentrava-se no alívio, na fragilidade, na gratidão, na cura. Tinha pressa, pois sabia que o tempo podia ser um grande inimigo. Amava-se por saber que era fundamental ali. Mas o fundamental se confundia em meio às suas prioridades invertidas. Trabalho. Amor. Tempo. Café. Deus. Ar. Saúde. Não necessariamente nessa ordem. Tinha olhos profundos que buscavam, desesperados, por vida. Por força, por luz e alma. Tinha fascínio por gente, e amava a vida sobremaneira por conhecer tão de perto a morte. Assistia a vida se esvaindo friamente, embora outrora tivesse derramado muitas lágrimas. A morte perdeu o controle sobre ela. Era só o final da história. O importante, pra ela, era fazer com que os capítulos anteriores fossem perfeitamente suportáveis e, quem sabe, até agradáveis.
sábado, 31 de agosto de 2013
Conselhos de Escápulo
terça-feira, 14 de maio de 2013
Brand new days
Eu planejava escrever ontem sobre o primeiro dia, mas não tive tempo. Embora eu não goste muito de textos tipo "desabafo", as vezes é isso que eu tenho que fazer. Desabafar... e esse é meu cantinho. Eu não estava muito animada, pra falar a verdade. Estava mais assustada, envergonhada, com medo. Mas, chegando lá, eu me senti em casa, sabe? Como se as portas estivessem abertas pra mim. O trote foi legal, as pessoas são muito fofas, tudo muito perfeitinho (até agora). Fico muito feliz em saber que nos próximos 6 anos essa será minha realidade. Embora saiba que vai ser corrido, difícil e estressante... É o meu sonho. É o que eu quero fazer. E agora é real. E eu me sinto aliviada por finalmente poder retribuir os meus pais por todo investimento que fizeram sobre mim. É lindo ver o brilho nos olhos deles, e é bom saber que estou ali por mérito (não apenas meu, mas também deles) e que meus pais não vão mais precisar pagar rios de dinheiro para isso. Enfim, só queria registrar esse momento aqui. Sei que daqui a uns anos vou olhar pra trás e rir da menininha ingênua que chegou na universidade cheia de expectativas, muitas desleais. Mas quebrar a cara também faz parte, e quero me permitir viver tudo isso. E agradecer a Deus por essa oportunidade: Obrigada, obrigada, obrigada, Senhor! Foi Tu que me trouxestes até aqui!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
"When it's cold outside, I've got the month of may..."
Está chegando o tempo de começar um ciclo novo. É hora de fazer direito. De mudar pra melhor. Me sinto feliz, apesar de tudo que vem me acontecendo. Sinto que tudo vai, sim, começar a se ajeitar. Vou começar a realmente tomar rumo pra fazer o que eu quero da minha vida. Faculdade, carro... um pouco mais de independência. Agora só cabe a mim tornar os dias mais coloridos. Eles são o único lugar que tenho pra ser quem eu sou, pra fazer valer a pena, pra escrever meu próprio final (e princípio e meio) feliz.
"Para que servem os dias?
Dias são onde vivemos.
Eles vêm, nos acordam
Um depois do outro
Servem para a gente ser feliz:
Onde podemos viver senão neles?
Ah, resolver essa questão
Faz o padre e o médico
Em seus longos paletós
Perderem seu emprego."
(Philip Larkin, Days)
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Sobre pessoas que amam oque fazem
Uma frase que é um tanto senso comum, mas não deixa de ser uma grande verdade, é que deve ser maravilhoso trabalhar com oque gosta. Todo mundo está cansado de ouvir isso, mas muitos ainda não pararam realmente pra pensar a respeito.
Escuto um montão de gente reclamando do trabalho. Meu pai, os vizinhos, professores... eles ficam mal não por que o trabalho vai mal, mas por que só queriam uma oportunidade pra larga-lo. Trabalhar por dinheiro me parece ser muito desgastante, afinal, meu sonho nunca foi ganhar na mega sena, e sim ser feliz e realizada.
Tudo isso me faz pensar muito a respeito do meu curso. Médicos sempre foram os profissionais que eu mais admirei, mais prezei. Desde criança adoro meu pediatra, minha dermatologista é um amor e costumo prolongar as consultas, porque gosto de perguntar. Mas será que esse respeito e admiração são suficientes pra tomar a medicina como MINHA profissão? Eu quero realmente gostar de ir pro trabalho, sair de casa satisfeita. No meu tempo livre, eu não quero me sentir aliviada por passar longe de qualquer coisa relacionada ao meu emprego. Quero gostar de ler a respeito, adorar pesquisar e me aprimorar, ser muito interessada e apaixonada pelo que eu fizer.
Se eu tivesse todo dinheiro do mundo, será que eu continuaria indo ao meu consultório? Essa pergunta me intriga muito. Eu amo escrever no meu tempo livre, mas sempre escutei como é difícil ganhar a vida sendo escritor. Jornalismo sempre me chamou a atenção, mas medicina parecia tão mais concreto, mais certo. Será que no futuro vou me ouvir repetindo que minha paixão maior é mesmo escrever, e que a deixei de lado por achar difícil torna-a rentável? Tenho muito medo disso. Me vejo como médica, mas escrever é algo que sai naturalmente. Nem ia parecer um trabalho, uma obrigação. É realmente um interesse.
Eu sei que sempre vou escrever, mesmo que só pra mim, mesmo que eu ganhe muito dinheiro, mesmo que ninguém vá ler. Mas não sei se vou sempre amar levantar de manhã pra ir ao hospital, independente da situação. Ajudar as pessoas sempre foi minha inclinação, minha vontade, meu objetivo... Espero que isso prevaleça e me faça amar meu curso e minha profissão.
As pessoas que deixam o sonho de lado por dinheiro nunca devem ter pensando que, difícil mesmo, é subir na vida fazendo oque não gosta. Afinal, quando se ama o trabalho, logo surgem mil ideias para aprimora-lo. Porque as pessoas que amam oque fazem são animadas e eufóricas. E é isso que as torna tão apaixonantes.
Escuto um montão de gente reclamando do trabalho. Meu pai, os vizinhos, professores... eles ficam mal não por que o trabalho vai mal, mas por que só queriam uma oportunidade pra larga-lo. Trabalhar por dinheiro me parece ser muito desgastante, afinal, meu sonho nunca foi ganhar na mega sena, e sim ser feliz e realizada.
Tudo isso me faz pensar muito a respeito do meu curso. Médicos sempre foram os profissionais que eu mais admirei, mais prezei. Desde criança adoro meu pediatra, minha dermatologista é um amor e costumo prolongar as consultas, porque gosto de perguntar. Mas será que esse respeito e admiração são suficientes pra tomar a medicina como MINHA profissão? Eu quero realmente gostar de ir pro trabalho, sair de casa satisfeita. No meu tempo livre, eu não quero me sentir aliviada por passar longe de qualquer coisa relacionada ao meu emprego. Quero gostar de ler a respeito, adorar pesquisar e me aprimorar, ser muito interessada e apaixonada pelo que eu fizer.
Se eu tivesse todo dinheiro do mundo, será que eu continuaria indo ao meu consultório? Essa pergunta me intriga muito. Eu amo escrever no meu tempo livre, mas sempre escutei como é difícil ganhar a vida sendo escritor. Jornalismo sempre me chamou a atenção, mas medicina parecia tão mais concreto, mais certo. Será que no futuro vou me ouvir repetindo que minha paixão maior é mesmo escrever, e que a deixei de lado por achar difícil torna-a rentável? Tenho muito medo disso. Me vejo como médica, mas escrever é algo que sai naturalmente. Nem ia parecer um trabalho, uma obrigação. É realmente um interesse.
Eu sei que sempre vou escrever, mesmo que só pra mim, mesmo que eu ganhe muito dinheiro, mesmo que ninguém vá ler. Mas não sei se vou sempre amar levantar de manhã pra ir ao hospital, independente da situação. Ajudar as pessoas sempre foi minha inclinação, minha vontade, meu objetivo... Espero que isso prevaleça e me faça amar meu curso e minha profissão.
As pessoas que deixam o sonho de lado por dinheiro nunca devem ter pensando que, difícil mesmo, é subir na vida fazendo oque não gosta. Afinal, quando se ama o trabalho, logo surgem mil ideias para aprimora-lo. Porque as pessoas que amam oque fazem são animadas e eufóricas. E é isso que as torna tão apaixonantes.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Dreams really do come true
FELIZ! Feliz, feliz, feliz! Não consigo pensar em mais nada pra escrever além da alegria que eu estou sentindo. Ainda não caiu a ficha direito, mas acabou! Acabou cursinho, acabou nervosismo, acabou história, geografia, física, química, acabou tudo isso!!!! Não tenho mais nada a fazer a não ser agradecer imensamente a Deus e esperar que venham outros resultados positivos. Eu sei que vai vir um novo começo por aí. Pode ser que tudo isso revire minha vida de cabeça pra baixo, pode até ser que eu precise mudar de casa, ir pra longe dos meus pais, aprender a me virar. Mas isso tudo é um sonho. Um sonho lindo que, depois de dois anos renunciando a tanta coisa, finalmente está se tornando realidade. Valeu a pena. Um novo tempo vai começar pra mim. E eu não poderia estar mais grata e feliz.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Incertezas no caminho
Se meu corpo está cansado, minha mente está três vezes mais. Tem uma vozinha chata dentro de mim me perguntando constantemente se eu realmente estou certa do que estou fazendo. Acostumada a proteger minhas decisões dos meus sentimentos, acabei deixando alguns sonhos pelo meio do caminho e focando em outros. Entretanto, os que eu larguei acabam me perseguindo. Sempre tive vontade de fazer jornalismo. Gosto de escrever, gosto de ler, de fugir da rotina, de lidar com diferentes pessoas e diferentes situações. Quando, mais madura e mais pressionada a decidir oque eu "iria ser quando crescer", surgiu a vontade de fazer medicina, me apeguei muito a esse sonho. Era mais que um desejo, era uma perspectiva, uma decisão. Quando passou a empolgação de ter finalmente achado algo pra dizer pra todo mundo e pra mim mesma sobre oque iria fazer de mim uma adulta realizada, ficou só o peso e a dúvida. O peso de realmente assumir essa responsabilidade, começando com o vestibular mais concorrido, os estudos pesados, as renúncias e indo até o compromisso com a vida das pessoas. É um estilo de vida. Sacrificante mas ao mesmo tempo muito bonito, realmente, eu pensei. Mas então vem a dúvida. A dúvida de se é essa rotina que eu quero pra mim, se estou pronta pra abrir mão de certas coisas, agora e no futuro. A dúvida se eu vou ser uma médica realmente boa, ou se seria uma jornalista melhor. Ou outra coisa que eu ainda nem descobri se quero, sei lá. Essa liberdade de você pode ser oque quiser me incomoda mais do que me conforta. É até engraçado me ver escrevendo isso. A alguns meses atrás, eu estava certa de que tinha tudo decidido pra mim. Agora, nas portas do vestibular, tá tudo uma bagunça na minha cabeça. Talvez seja só o medo de não passar. Talvez seja só o susto de crescer. Deus? É, Ele tem estado presente em todos os momentos. Talvez sejam os planos Dele querendo me levar em outra direção. Respostas? Quem diria, mas tenho que admitir: não tenho nenhuma.
sábado, 8 de dezembro de 2012
It's late
Já é tarde. Todos aqui em casa estão dormindo, mas eu estou sem sono nenhum... Normalmente não gosto de ficar acordada sozinha, mas hoje sim. Hoje estou precisando pensar um pouco. E não tem hora melhor pra fazer isso do que a noite. Aliás, adoro noites. É, digamos, meu momento mais inspirado. Nos últimos meses tinha deixado o blog um pouco de lado, embora estivesse sempre escrevendo. Como não gosto muito de me abrir, sou tímida pra falar do que eu sinto, é a melhor maneira que eu acho pra me expressar. Resolvi voltar a escrever por aqui porque dessa forma não perco nada. Enfim, estou uma pilha por causa do vestibular chegando. Estive tão focada nisso nos últimos anos, em passar, passar, passar, que deixei de prestar atenção no que realmente isso significa, oque está por trás disso. Hoje, uma menina me perguntou porque, afinal, eu queria fazer medicina. Por um momento me vi pensando em algo bonito e concreto pra responder, mas acabei dizendo "não sei". Isso mesmo, eu não sei. Não sei de onde nasceu essa vontade dentro de mim, se ela realmente vai prevalecer. Me imagino ajudando as pessoas, trabalhando com vida, com gente. Por isso, acho que vou me realizar com medicina. Mas talvez não aconteça dessa forma. Diante da minha resposta despretensiosa, ela fez uma cara de espanto e depois disse que não entende porque tanta gente quer ser médico. Sei que ela pensou que eu deveria estar buscando dinheiro e status. Mas não. Eu não quero ser mais um profissionalzinho bonzinho com um dinheirinho no bolso. Acontece que, quando as pessoas se referem a escolher uma profissão, costumam dizer que é "pra vida toda". Mas não é. É pra agora. Se der certo, dura. Se não, a gente muda. E é isso que eu vou fazer. Me entregar e torcer pra que dê certo. Se não der, eu mudo. Porque, como eu já disse, não quero ser uma profissionalzinha boazinha e acomodada. Sei lá, eu quero ser realmente diferente. EU QUERO MAISSSSS!
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